Crepúsculo era modinha, no final de 2008. Hoje, a modinha é odiar Crepúsculo. Falar mal, chamar dos piores nomes possíveis.
E eu não gosto de modinha.
Para mim, o problema de Crepúsculo não é a história, ou os personagens – é simplesmente ser fácil demais de entender. No meu ponto de vista, seu conceito é praticamente o mesmo do Diários do Vampiro. O que acontece é que Stephenie Meyer simplesmente traduziu para adolescentes preguiçosos (em 4 livros grossos demais para a maioria) o que L. J. Smith passa em 4 livros particularmente pequenos.
Se você está prestes a clicar em comentários para me xingar até a milésima geração (assim como andam fazendo com quem gosta ou não de alguma coisa, afinal aparentemente as pessoas não podem mais ter opinião na internet), espere um pouco. Já leu as duas sagas até o fim? Já parou de pensar nos filmes de um e na série do outro, para pensar só nos livros? Se a resposta é sim e você continua sem achar semelhanças, você ainda não pode xingar. Mas se tiver alguma opinião educada, sendo a favor ou contra, peço para comentar.
Continuando, o fato de Crepúsculo praticamente jogar na cara do leitor faz com que algumas pessoas achem genial, outras achem ridículo, e várias fiquem com preguiça de ler. Eu acho Diários do Vampiro muito melhor, principalmente por você só conseguir ‘decifrar’ a idéia por trás depois de algum tempo após terminar, ou até na segunda leitura. Em Crepúsculo, praticamente todas as falas e descrições trazem essa idéia. E sim, a idéia é a mesma. A vida espera, o mundo muda, o amor é o que controla.
É ou não é? Edward e Stefan tiveram que virar vampiros e esperar mais do que o normal para viver um amor. Jacob e Stefan se apaixonaram por uma imagem do que viria a ser seu amor verdadeiro. Personagens diferentes, histórias diferentes, vidas diferentes, mas uma mesma moral.
Resumindo: Crepúsculo é muito bom sim. É uma cópia mais fácil, ridicularizada por quem não sabe e filmes feitos para vender, mas é bom. E Diários do Vampiro, o original, um pouco mudado por uma série que parece ser tão bom quanto, é melhor.

Bruna Martins,
Inglaterra, ele, escrever, gatos e doces.



